A Associação Brasileira da Piscicultura (PEIXE BR) reuniu-se no dia 16.02 com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Blairo Maggi. O encontro abordou dois temas muito importantes para o setor: a liberação para exportação de peixes de cultivo para a União Europeia e a volta da Piscicultura para o âmbito do MAPA.

O presidente da Peixe BR, Francisco Medeiros, argumentou que a Piscicultura é uma atividade do agronegócio que produz commodities, sendo que todas as questões de licenciamento, produção e processamento já são disciplinadas pelo MAPA. A comitiva da PEIXE BR também contou com o vice-presidente do Conselho Breno Davis (Geneseas), o diretor de Relações Institucionais Jules Bortoli (Bom Futuro), o membro do Conselho Juliano Kubitza (Royal Fish) e os associados Christian Becker (Netuno) e Marcelo Pauvels (Copacol).

A diretoria da PEIXE BR pediu ao ministro apoio à reivindicação, argumentando que o setor está sendo prejudicado por falta de uma política mais especifica para os produtores de peixes de cultivo. Francisco Medeiros lembrou que a única atividade fora do MAPA é o licenciamento de cessão de águas para produção de peixes.

Em documento entregue ao ministro Blairo Maggi, a entidade aponta que somente no período em que esteve no MAPA foram liberadas mais de 120 mil toneladas para a produção em áreas aquícolas de processos que estavam tramitando, correspondendo a 80% do total liberado desde 2009, quando foi criado o Ministério da Pesca.

“É muito mais fácil que a atividade esteja integralmente no MAPA, porque a discussão acontece de forma vertical. Nos reunimos com a equipe técnica e com o próprio ministro para falarmos de todas as questões da cadeia produtiva. Além disso, fazemos parte da produção de proteínas animal. E toda proteína animal está vinculada ao MAPA”, argumentou Francisco Medeiros.

A diretoria da PEIXE BR também solicitou posicionamento do MAPA sobre a reabertura das exportações de peixes de cultivo para a União Europeia. O ministro infirmou que para a UE não há diferença entre peixe de cultivo e extrativo. “Argumentamos a importância da separação dos setores, pois são organizações de produção diferentes e não podemos ficar atrelados aos problemas da pesca para comercialização de nossos produtos”, destaca Francisco.