O Brasil prepara a construção de um sistema de cooperação que envolva a indústria aquicultora, a academia e o governo, nos mesmos moldes da Plataforma Europeia de Cooperação em Aquicultura. A ferramenta, que envolve todos os países da União Europeia, aproxima a pesquisa científica das necessidades do setor produtivo de peixes.

Uma delegação brasileira está em visita técnica à Europa até a quinta-feira (30), como parte dos Diálogos Setoriais Brasil-União Europeia. O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) está representado pelo coordenador-geral de Oceano, Antártica e Geociências, Andrei Polejack. Para ele, o governo deve fazer a articulação entre a pesquisa científica e as demandas do setor produtivo. “Temos muito interesse em adaptar ao Brasil. Pudemos discutir como a União Europeia atua como articuladora e existe a possibilidade de fazermos algo parecido, trazendo a indústria mais próxima da academia, com apoio do governo. Isso será muito importante para termos um setor de aquicultura forte no Brasil”, afirmou.

A comitiva brasileira também participou do Encontro da Sociedade Mundial de Aquicultura (Aqua) 2018, na cidade francesa de Montpellier. Durante o evento, foi discutida uma cooperação envolvendo Brasil, África do Sul e União Europeia. Segundo Polejack, a parceria envolve temas estratégicos para a cadeia produtiva em aquicultura.

“Abordamos uma série de possibilidades de cooperação concreta dentro de temas mais estratégicos, como, por exemplo, qual é a percepção do público sobre os produtos da aquicultura, quais são os impactos das mudanças climáticas nas práticas e atividades da aquicultura, e outras questões estratégicas. Foram levantadas muitas possibilidades de trabalho conjunto, que vão ser exploradas a partir de agora”, destacou.

Acúmulo de conhecimento

Na primeira parte da missão à Europa, foram realizadas visitas a centros de pesquisa em pesca, aquicultura e alimentos para estreitar a cooperação científica e tecnológica entre o Brasil e a União Europeia. Foram visitadas instalações em terra e no mar na Noruega, Suécia e Espanha. Nelas, a comitiva brasileira conheceu as técnicas de melhoramento genético e de produção sustentável utilizadas por empresas europeias.

 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.