“Em 20 anos, o Brasil será o maior produtor mundial de tilápia”. A afirmação de Francisco Medeiros, presidente executivo da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), deu o tom da importância da produção de peixes de cultivo do Brasil para as empresas da Noruega, no IV Encontro Noruega-Brasil de Aquicultura, iniciativa da Peixe BR e da Innovation Norway, com apoio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) e Embaixada da Noruega. O encontro virtual foi realizado no dia 27 de outubro.

“As empresas norueguesas detêm as mais modernas tecnologias do mundo para a aquicultura. Do seu lado, a piscicultura brasileira é extremamente promissora, crescendo mais que todas as demais proteínas animais. É o cenário perfeito para a realização de negócios”, reforçou Medeiros.

Nils Martin Gunneng, embaixador da Noruega no Brasil, destacou a excelência tecnológica das empresas norueguesas nos vários segmentos da cadeia do pescado, incluindo sistemas automatizados de alimentação, equipamentos para cultivo, geração de energia, manejo ambiental e outras áreas. “O Brasil está pronto para ser um novo gigante na atividade. E precisa dessas tecnologias”.

Roberto Imai, coordenador do Comitê da Cadeia Produtiva da Pesca e da Aquicultura da Fiesp, disse que a piscicultura brasileira está madura o suficiente para saber o caminho do crescimento. E isso inclui usar as melhores soluções. “O desafio é produzir mais e melhor. Produtividade é o nome do jogo”.

 O IV Encontro Noruega-Brasil de Aquicultura também foi um sucesso de público. Participaram mais de 200 empresários, técnicos, pesquisadores e formadores de opinião do Brasil e da Noruega. “Importante saber que tanto as empresas norueguesas estão interessadas no mercado brasileiro como as empresas do Brasil olham com interesse para o que a Noruega pode nos fornecer”, comparou Francisco Medeiros.

A programação do evento contou com apresentação de cases de empresas norueguesas (Fjord Maritime, Spillfree e Waister) e brasileiras (Tilabras e Fiber), além do projeto AquaVitae – que reúne participantes de 15 países, inclusive o Brasil –, rodada de negócios entre companhias dos dois países interessadas em parcerias. O jornalista Altair Albuquerque, do Grupo Texto de Comunicação, fez apresentação sobre o potencial da aquicultura brasileira com foco nas oportunidades de investimentos internacionais.