O presidente executivo da Associação Brasileira da Piscicultura (PEIXE BR), Francisco Medeiros, palestrou no Seminário “Demandas e Tendências da Tilapicultura no Brasil”, evento realizado na sede da Embrapa Pesca e Aquicultura, em Palmas (TO), entre os dias 27 e 29 de junho. O tema central da apresentação foi “Tendências da Piscicultura no Brasil”, e o objetivo do evento foi compartilhar os resultados do projeto “Indicadores Socioeconômicos do Desempenho da Produção de Tilápia no Brasil” e discutir demandas e tendências da tilápia no Brasil.

Durante a apresentação, Francisco falou sobre o atual panorama da piscicultura nacional destacando os dados exclusivos de produção de 2016, resultados de levantamento da PEIXE BR, além das perspectivas da entidade para o setor nos próximos anos.

A tilápia, espécie de peixe mais cultivada no país, é a que possui o chamado pacote tecnológico já desenvolvido, ou seja, é o mais organizado em termos de cadeia produtiva.

“Hoje a tilápia é a espécie mais desenvolvida, mas certamente pode ser ainda mais. Pode-se dizer que a tilapicultura está apenas começando, é uma atividade bem jovem, compara com outras, como o salmão no Chile, por exemplo. O potencial produtivo é enorme no país, mas precisamos de organização, tecnificação e apoio do governo para resolver as questões burocráticas que trava melhores investimentos na piscicultura atualmente” comentou Francisco Medeiros.

“Os resultados baseiam-se no conhecimento da cadeia produtiva, dos gargalos, dos desafios e dos sucessos. Foi possível gerar indicadores socioeconômicos e financeiros e mapear as diferentes demandas, de acordo com cada polo produtivo.” Comenta Renata Barroso, coordenadora do projeto.

Financiado pela Embrapa e executado pela Embrapa Pesca e Aquicultura e parceiros, o trabalho de pesquisa foi realizado nos oito maiores polos produtivos de tilápia do país. São eles: Paraná, Rondônia, São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul e Ceará.

Devido ao rápido esgotamento das vagas para inscrição e atendendo a pedidos dos que não conseguiram se inscrever, o seminário foi transmitido ao vivo pelo canal do youtube da Embrapa, com acesso livre para todo o público.