Francisco Medeiros, presidente da Associação Brasileira da Piscicultura Peixe BR, participou na última segunda-feira (22) de mais uma etapa para o levantamento de informações visando a elaboração do Plano de Execução da Unidade (PEU).

Representantes do setor produtivo da aquicultura e mais 12 centros de pesquisas da Embrapa estiveram reunidos em um workshop on line para discutir sobre as oportunidades e ameaças para a cadeia produtiva.

Entre as ameaças mais ressaltadas pelos participantes está a dificuldade no licenciamento ambiental, visto como muito complexo, burocrático e demorado. Outro ponto destacado foi a necessidade de uma maior integração da pesquisa com o setor produtivo, de modo que se busque soluções para os principais gargalos, como sanidade, por exemplo. Também foram ressaltadas a falta de acesso dos pequenos produtores às tecnologias e a falta de políticas públicas para o setor, passando inclusive pela ausência de regulamentação específica para frigoríficos de pescado.

Já entre as oportunidades elencadas pelos grupos, estão a necessidade de alinhamento do governo e sociedade para o planejamento estratégico da cadeia, com a criação de um marco regulatório ambiental nacional; simplificação do licenciamento ambiental, a fim de que os produtores possam, inclusive, terem acesso às linhas de crédito; sistemas mais intensivos, visando proporcionar maior economia de água, entre outras.

Para Maurício Pessoa, diretor do Departamento de Ordenamento e Desenvolvimento da Aquicultura – SAP/MAPA, as informações geradas no workshop lhe trarão subsídios para a elaboração do Plano Nacional de Aquicultura 2032. “A gente está nesse processo (de levantamento de informações). Todos serão convidados para serem ouvidos, a fim de discutirmos os programas necessários para constar nesse plano, para que ele fique da melhor forma possível”, destaca ele, que complementa: “A gente tem trabalhado desde o início da gestão, discutindo com a Embrapa sobre quais caminhos tomar. O desafio ambiental é gigantesco. A gente tem conversado muito isso com o Francisco (da Associação Peixe BR) e representantes dos pequenos produtores”.

Segundo Hellen Kato, uma das líderes do grupo de trabalho que vai elaborar o PEU, o próximo passo consiste na realização de um evento semelhante na próxima sexta-feira (26) visando levantar informações na área de sistemas agrícolas. Em seguida, haverá a compatibilização do que foi identificado como ameaças e oportunidades (apontadas pelos públicos externos) e com as forças e fraquezas (indicadas pelos empregados da Unidade). “A partir daí vamos traçar as estratégias que vão compor o Balanced Scorecard, que é onde vamos estabelecer, de fato, as metas da Unidade”, explica ela.

Alguns dos participantes do evento foram Nestor Braun, da Copacol; Felipe Weber, representando o Sebrae Nacional; Francisco Medeiros, presidente da Associação Brasileira da Piscicultura Peixe BR; Ronaldo Cavalli, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Aquicultura e Biologia Aquática (Aquabio); Ricardo Ribeiro da Universidade Estadual de Maringá e associado da Peixe BR, entre outros, num total de 32 participantes. Também estiveram na reunião pesquisadores das Unidades Tabuleiros Costeiros (Aracaju-SE), Agropecuária Oeste (Dourados-MS), Agrossilvipastoril (Sinop-MT), Amazônia Ocidental (Manaus-AM), Amazônia Oriental (Belém-PA), Rondônia (Porto Velho-RO), Acre (Rio Branco-AC), Amapá (Macapá-AP), Roraima (Boa Vista-RR), Agroindústria de Alimentos (Rio de Janeiro-RJ), Meio Ambiente (Jaguariúna-SP) e Cocais (São Luis-MA).