O presidente executivo da PEIXE BR, Francisco Medeiros, participou de reunião técnica, nos dias 17 e 18 de outubro, no auditório da Embrapa Pesca e Aquicultura, em Palmas (TO).

O tema central da reunião foi o projeto que a Embrapa Pesca e Aquicultura está finalizando sobre uma temática essencial na Aquicultura: a capacidade de suporte. Em resumo, a quantidade máxima de pescados que pode ser produzida em determinado corpo d’água sem afetá-lo.

Além da PEIXE BR, participaram do evento o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), a Agência Nacional de Águas (ANA), a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA) e o Grupo Integrado de Aquicultura e Estudos Ambientais (GIA). O evento foi restrito a agentes diretamente envolvidos no projeto, como representantes dessas instituições, e a outros atores locais, que também trabalham com Aquicultura. Futuramente, haverá reunião para o público externo.

“O piscicultor vai ganhar em termos de sustentabilidade da atividade, porque estará alocado em uma área apta e ideal para a Aquicultura em termos de renovação de água, profundidade e acesso. Além disso, saberá a quantidade máxima que pode ser produzida no local, sem impactos ao meio ambiente e comprometimento à sanidade dos peixes”, afirma Francisco Medeiros.

No encontro, o presidente da PEIXE BR reuniu-se com o Chefe Geral Interino da Embrapa Pesca e Aquicultura, Alexandre Aires de Freitas, e o Chefe de Pesquisa e Desenvolvimento, Eric Routledge, para reiterar e dar continuidade às demandas trabalhadas em parceria com a instituição na gestão anterior, de Carlos Magno.

Dentre as várias demandas, foram as prioritárias:

– Estudo e elaboração de proposta nacional de licenciamento ambiental
– Estudo sobre a salmonelose no Tambaqui
– Publicação de nota técnica de abrangência nacional sobre o impacto da Tilápia no meio ambiente
– Elaboração de nota técnica sobre como os produtores de peixes nativos devem proceder diante da nova lei da biodiversidade

Francisco reiterou o apoio da PEIXE BR ao novo gestor Alexandre Freitas e sua equipe. E ressaltou que ambas as entidades devem continuar trabalhando juntas, pois têm papéis muito importantes para o desenvolvimento e consolidação da Piscicultura no Brasil.