Na verdade, não há segredos, mas sim tabus. E tudo começa na hora da compra.

Fique atento se a superfície do peixe está limpa, sem pigmentações. Os olhos devem estar claros, vivos, transparentes. Repare também se o abdômen está firme, com escamas brilhantes, guelras róseas ou vermelhas. O cheiro deve ser natural e suave.

Tilápia, Tambaqui, Pacu, Matrinxã, Tambacu, Pintado, Surubim, Pirarucu, Pirapitinga e dezenas de outras espécies de peixes de cultivo do Brasil são fáceis de ser encontrados, têm preços bem acessíveis. E, o melhor, são de fácil preparo.

A facilidade para compra e preparo de peixes de cultivo não para por aí. Além da variedade de espécies, há uma variedade de cortes. Os mais conhecidos são:

Filé: corte que remove a pele, os ossos e é fatiado em paralelo à espinha

Posta: parte mais grossa, cortada fazendo a volta no peixe

Supreme: tirado a partir de uma fatia de peixe cortada do filé

Costeleta: também retirada do filé, sendo fatiado a partir da parte detrás da cabeça

Com o objetivo de oferecer mais informações sobre os peixes de cultivo do Brasil para os consumidores e, assim, contribuir para o aumento do consumo, a Associação Brasileira da Piscicultura (PEIXE BR) e seus mais de 100 associados realizam uma campanha nacional como parte da ação “Semana do Peixe”, que vai até o final de setembro. A campanha inclui iniciativas para sensibilizar e engajar os vários agentes da cadeia produtiva, como produtores, indústrias, varejistas, restaurantes e food service, contribuindo para a escolha certa dos consumidores.

Mas, vale lembrar que os peixes de cultivo podem (e devem) ser consumidos o ano inteiro.